
Hoje eu terei que sair desse meu velho quarto em que estou tão acostumada a ficar. Eu ainda não estou certa dessa minha nova jornada.
No ônibus, até a estação, mandei um e-mail para meu amigo.
Na estação, de manhã, eu também tentei ligar para alguém... Mas parecia que algo tinha mudado. Tudo que eu trouxe comigo foi o meu velho violão, deixando todas as marcas da minha antiga vida para trás.
Abandonar algo para ganhar outra coisa em troca... Será que esse ciclo também acontece aqui?
Eu sempre tento esconder meus medos nos meus sonhos. Quando fico com medo, não consigo fazer nada. Assim que o trem começou a correr, eu chorei um pouco.
A vida na minha cidade continuou sem mim. Eu rezei para que isso não mudasse. A pessoa que me deu o meu velho violão disse que tinha medo de Tokyo.
Já até parei de procurar as respostas, está tudo bem ter algumas dúvidas.
O pôr-do-sol vermelho é bloqueado pelos arranha-céus acinzentados. Mesmo que eu segure minhas lágrimas hoje, a manhã fria de amanhã vai me trazer mais dúvidas né?
Eu não posso escolher a coisa certa.
Pelo menos eu sei disso.

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